Matéria sobre Arroz Negro – REVISTA O FLUMINENSE

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Um cereal diferente e gostoso

Por: Juliana Dias Ferreira 17/03/2013

Arroz negro é rico em nutrientes e saboroso, ainda ajuda na luta contra o envelhecimento celular e também afrodisíaco

A educadora em culinária viva Juliana Malhardes é uma entusiasta da iguaria. Há dez anos ela precisou mudar radicalmente a alimentação devido a problemas de saúde e passou a se informar sobre escolhas mais sadias Foto: Marcio Oliveira

A educadora em culinária viva Juliana Malhardes é uma entusiasta da iguaria. Há dez anos ela precisou mudar radicalmente a alimentação devido a problemas de saúde e passou a se informar sobre escolhas mais sadias Foto: Marcio Oliveira

Composição rica em proteínas, fibras, vitaminas do Complexo B e generosas quantidades de antioxidantes, indispensáveis na luta contra o envelhecimento celular. Essas são algumas das características que vêm fazendo o arroz negro se destacar entre chefs de cozinha e adeptos da alimentação saudável. Facilmente encontrado nas prateleiras dos supermercados, a variedade exótica do cereal tem tudo para entrar definitivamente na dieta dos brasileiros.   

Considerado afrodisíaco e cultivado há mais de 4 mil anos na China, o arroz negro já foi chamado de “arroz proibido” e tinha seu consumo restrito aos imperadores, cabendo aos súditos somente a produção. A iguaria se destaca por seus grãos curtos e arredondados e por seu gosto e aroma acastanhados, além, é claro, da coloração.

Tais peculiaridades são ressaltadas pela designer gráfica Melany Sonim. Vegetariana há um ano, ela consome o arroz pelo menos duas vezes por semana. Os acompanhamentos, segundo ela, variam entre funghi, gorgonzola, parmesão, ou mesmo feijão. Melany admite, no entanto, gostar de comê-lo até mesmo puro: 

“Ele é bem gostoso e, por isso, você nem precisa misturar muita coisa. É mais durinho do que os outros, mas mesmo assim não perde a textura macia e ainda tem uma grande quantidade relevante de nutrientes”, afirma.

Outra que não abre mão de incluir o cereal em sua rotina é a educadora em culinária viva Juliana Malhardes. Há dez anos, ela teve que mudar radicalmente sua dieta devido a vários problemas de saúde e, a partir de então, passou a se informar para fazer escolhas mais sadias. Hoje, a ex-advogada vive de dar aulas e palestras sobre a alimentação que se baseia em sementes germinadas, brotos, vegetais crus e alimentos desidratados.

“Com o tempo, fui notando que a ingestão de alimentos não cozidos melhorava o meu humor, a minha vitalidade, o meu sono e até as dores sumiam. Na verdade, o que eles fazem é facilitar a digestão e a desintoxicação do corpo, promovendo a saúde”, explica. Juliana acrescenta que o arroz negro é um tipo de semente que germina depois de 24 horas de molho na água e que, depois dessa etapa, pode ser consumida junto com outros ingredientes, em saladas ou até em sucos. 

Para a nutricionista Gabriela Marcelino, o ideal é que o arroz negro esteja inserido  em uma dieta balanceada. Mesmo trazendo benefícios - que incluem o auxílio na redução do colesterol, combate ao desenvolvimento do câncer e de problemas cardíacos – ele deve ser contabilizado no grupo dos carboidratos e consumido em porções adequadas ao biótipo de cada um. Quem faz restrição de calorias não deve exagerar na quantidade.

Gabriela lembra que a dupla feijão com arroz ainda é imbatível "nutricionalmente" e que, se torna mais eficaz quando o cereal do tipo negro é usado: “Pesquisas mostram que no arroz há uma substância chamada metionina e no feijão, a lisina. Quando unidas, essas proteínas formam uma terceira de alto valor para o organismo”, avisa.

Testes realizados no laboratório americano, Food and Drugs Administration, fizeram a comparação entre porções de 100 gramas do arroz negro e do arroz integral. Confira os resultados no quadro abaixo.

Link para matéria:

http://www.ofluminense.com.br/editorias/revista/um-cereal-diferente-e-gostoso

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