Conforto no corpo

17:52 Culinaria Viva 0 Comments

Sabe como nos sentimos quando vestimos uma roupa de tecido agradável, toque suave e gostoso, do nosso tamanho, flexível, que promove a temperatura desejada, que tem a cor do dia que estamos vivendo, que é do tipo respirada, como se fosse “nada”, mas que nos protege, veste e acaricia?

Isso é o que eu chamo de sentir conforto no próprio corpo! É algo que existe! É real! E que vivo quando estou em harmonia com meu corpo. Colho isso como resultado da oferta que promovo dando a ele o melhor alimento (para suas reais necessidades), práticas naturais desintoxicantes, atividades físicas regulares e um bom sono regenerador.

Abundância, se pensar em bem estar geral, o corpo respira sereno na constância da colheita do fruto do trabalho que nos vivifica, capaz de suprir nossas reais necessidades e promover a subjetiva riqueza, irmã e amiga inseparável da felicidade interna liquida, tão desejada por todos nós. Tão simples.

Conforto, um corpo que tem suas escolhas naturais atendidas, é um corpo confortável. As articulações respondem silenciosamente, a respiração flui em harmonia, a cabeça é leve, a mente, ainda que continue sendo visitada por pensamentos desafiadores, é mais respirada e serena. Permitindo uma seleção refinada da qualidade de ideias que desejamos semear e manifestar em forma de atitude através do corpo na relação com mundo e conosco. Há “tempo/espaço” para agir com serenidade e harmonia quando estou nesse estado de vida.

Confiança, o corpo confortável nos inspira a confiança de que seremos capazes de superar desafios, percorrendo percursos longos, caminhando, pedalando, mergulhando, escalando, correndo, subindo montanhas, pronto para aceitar superar novos limites, ainda que reste medo, nós vamos! Confiamos que o corpo que funciona em plenitude nos leva a qualquer lugar.

Criatividade, ele nos faz mais confiantes de que seremos capazes de encontrar soluções para as adversidades do caminho, lidar com as mudanças de maneira mais serena e aceitar melhor aquilo que não pode ser modificado, promovendo criativamente novos cenários na vida a partir das transformações do nosso próprio ser, sem esperar que o mundo se ajuste a nada.

Amorosidade, um corpo confortável nos permite ser mais amorosos, sem entender isso como tolice ou permissividade. Amorosidade também é saber perceber e colocar, para o outro e para si, limites fundamentais tão esquecidos na nossa nova “cultura”.

Humor bom e sorriso fácil! O sorriso que se levanta despercebido, que simplesmente está e se manifesta sem medo de ser aos passantes e que está lá nas adversidades.

Sono profundo e regenerador, o que não se mede pela quantidade, mas pela qualidade, também é parte do pacote “corpo confortável”. Nele a mente serena encontra repouso tranquilo depois de um dia de vida.

Vista clara e visão limpa:  Literalmente o corpo confortável não vê o mundo embaçado, mas sim vê a vida através das lentes transparentes da clareza e do amor.

Ganhei o livro “A Semente da Vitória” de um amigo lá nos idos de 2005, o autor Nuno Cobra, apresenta seu método de treinamento físico, como um norteador das escolhas promotoras de sucesso e felicidade na vida em todos os níveis. Nele o mestre preconiza boa qualidade de sono, alimentação saudável, prática de atividades físicas regulares e meditação como a base de um estilo de vida regenerador!

No livro “Principio de Compaixão e Cuidado”, de Leonardo Boff, encontrei um texto que o autor atribui a Mahatima Gandi - Agir a partir do espírito. Acredito que o seu conteúdo permeia o tema que estamos dialogando hoje: a nossa forma de escolher e agir em relação ao corpo e as consequências felizes que podem advir de uma nova ética de cuidado. O texto abaixo traz uma dimensão interessante do assunto: “A origem de todo agir”.

“Ahimsa [não violência] é um principio abrangente. Somos inermes mortais, envolvidos pelo incêndio de himsa [violência]. Quando se diz que a vida vive da vida, há nisto um profundo sentido. O homem não pode viver um só momento sem exteriormente, consciente ou inconsciente, praticar himsa. O simples fato dele viver – comer, beber, mover-se externamente – inclui necessariamente um pouco de himsa, destruição da vida, por pequena que seja. Por isso um adepto da ahimsa permanece fiel a sua fé quando todo o seu agir nasce da compaixão, quando da melhor maneira que lhe for possível ele evita a destruição do menor ser vivo, busca salvá-lo, e assim esforça-se constantemente por se libertar do mortal envolvimento com himsa. Por isso ele há de crescer constantemente em autodisciplina e compaixão, mas ficar inteiramente livre de himsa externa ele nunca pode".

Passo a passo, escolha a escolha, a simples consciência da real dimensão das nossas escolhas é um caminho para transformação que desejamos no mundo.

QUE COMECE POR MIM!
Que todos os seres sejam felizes.
Que todos os seres encontrem a verdadeira felicidade!

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Com carinho,
Juliana