Alimento como mediador entre o mundo interno e o externo

10:50 Culinaria Viva 0 Comments

Bom dia querid@ leit@r!

Hoje vim compartilhar vivas ideias sobre uma forma de ver o alimento como uma espécie de "mediador" entre o nosso mundo interno e externo.

Você já parou para pensar que as informações contidas nos alimentos geram formas pensamentos, que afetam e norteiam a nossa forma de ver o mundo, de enxergar a vida, influenciando a nossa inteligência emocional? 

E que a qualidade nutricional dos alimentos que ingerimos nos leva a estados de felicidade ou depressão, de alegria ou tristeza, conforme o impacto causado em nossos intestinos? 

Pois é, além de informações nutricionais, o alimento/matéria é impregnado de energia, que contém informações precisas sobre a relação de cuidado que ele recebeu, os processos que passou e os ambientes aos quais ele foi submetido. E nosso corpo fantástico, em sua inteligência sensível é capaz de perceber, digerir e processar essas informações, como alimento para mente.

Não é incrível pensar que o alimento afeta a forma que percebemos a vida? Se a sentimos como plena, se nos posicionamos como responsáveis por nossa própria felicidade ou se assumimos uma postura depressiva diante da vida e dos outros, nos colocando como vítima das circunstâncias, tudo  está relacionado a saúde do corpo como um todo. 

Isso não deveria ser visto por nós como uma novidade, uma vez que a sabedoria ancestral já aponta isso há milênios em diversas culturas. Você lembra  da velha máxima “mente san in corpore sano”? A ciência moderna hoje comprova tudo que falei anteriormente como fato. 

Recebi um vídeo hoje que me fez sentir muuiiiito motivada a compartilhar com você! Ele é bastante funcional como semente de reflexão para nossos hábitos de vida cotidianos, nossa forma de ver a vida e até de nos alimentar, mas especialmente ele me fez pensar nas celebrações de fim de ano que se aproximam... 

Finalmente são festas de celebração da Vida, não é mesmo? Onde recordamos o Amor Maior que renasce em nossos corações, a gratidão pela colheita de um ciclo que se encerra, num momento mágico de reflexão sobre as bênçãos que esperamos receber no novo ciclo de esperança que se abre,...  Bem, é assim que eu vejo a essência das Festas de Fim de Ano, e você?  Concorda comigo?

Aqui onde vivo, aqui no Brasil, as festas de fim de ano são mergulhadas num cenário de verão próprio de um magnifico país tropical, pleno de sol, frutas diversas colorindo as bancas de toda esquina, deliciosas e abundantes verduras verde estonteantes, onde a vida pode ser regada a água de coco, tudo temperado por um clima "caliente" intenso, onde o corpo pede muita água e pouca roupa! Tudo fresco e frugal é o que ele precisa para pulsar com alegria!

Curioso é pensar que nossas festas, são aclimatadas pelo sentido da cultura globalizante onde aprendemos a comprar o que tem pra vender. Quer brincar comigo? Vamos lá...rs

Pra começar com suavidade, quase não temos maçãs, mas nossas árvores de natal têm bolas vermelhas, mas não deveriam ser amarelas, cor de manga ou laranja, até verde, cor de limão, não seria mais natural daqui? Todo quintal, praça ou pátio de prédio “aqui” pode cultivar as três o ano todo!

E aqueles engraçados bonequinhos de neve, com cachecol e gorro, dentro roupas de mangas compridas, todos com cara gorducha, pele cor de rosa/ modelo europeu obeso e que são usados para enfeitar pinheiros de plástico.

Deve ser porque os naturais não sobrevivem bem aqui, afinal não fazem parte da nossa biodiversidade!  É tudo uma comédia humana! Quem seriam os nossos bonequinho? Saci, curupira, a Cuca de Monteiro Lobato? Peço que me ajude a pensar criativamente, porque honestamente eu não sei responder! ...rs  Rena, com ou sem nariz vermelho, como certeza não vive no Brasil...rs Podiam ser uma mulas puxando carroças...rs Isso sim é nosso!!! kkkkkkkk

E a comida? Valha-me Deus!!! Importamos cegamente uma cultura de alimentos próprios de outro clima, de outra estação, de outra cultura! Aqui, de uma maneira geral, não NEVA!

As comidas das festas são altamente calóricas, pesadas, ricas em frituras, de difícil digestão, com muita gordura animal,... Antes de tudo representam um sacrifício humano! Uma vez que seus assados impõe sofrimento a cozinheiras e cozinheiros que se literalmente se matam, assando seus corpos no calor de fornos escaldantes num clima tropical... Precisa de comentários?

E as bebidas? Com tanta água de coco nesse Brasil maravilhoso, com tanta fruta dando mole no pé, pra fazer suco e sacolé! Escolhemos bebidas alcoólicas para garantir a dor da ressaca do dia seguinte?! Ferindo o fígado e fazendo a raiva! Raiva da vida, do outro,... É assim que queremos começar o ano?

Uf.... Suspiro... Parei... Pense comigo, leit@r amig@! Como vamos fazer a nossa festa?

Que lindo seria sua festa enfeitada com alimentos frescos liiiiindos e abundantes, não é mesmo! Onde as mulheres pudessem passar o dia do Natal curtindo o calor da praia, da cachoeira ou banho de mangueira no quintal, no lugar de ficar se assando para agradar, quem nem vai ligar muito, nós bem sabemos... não é mesmo? Porque ainda vai ter os pobres coitados que vão comer para agradar a sofredora!

Com essa conversa toda eu queria chegar nos EMBUTIDOS, que igualmente compramos nesse pacote de maluquice importa de muitos lugares e  assumimos como indispensáveis nas festas das crianças, como inocentes cachorros quentes e também nas nossas Ceias de Natal e na orgias gastronômicas do Ano Novo. E para falar por mim, segue o vídeo!

Uma linda germinação pra você!

Espero que apreciem e divulguem esse vídeo desmoderadamente: 

Com gratidão e amor,
Juliana Malhardes

www.culinariaviva.com.br 



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Com carinho,
Juliana